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O PET e a logística reversa

O PET e a logística reversa

 

Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê fim do descarte incorreto de embalagens recicláveis em 2014

O conceito de logística reversa é um dos principais instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que começou a entrar em vigor com a aprovação da lei 12.305 de agosto de 2010. A logística reversa trará, a partir do segundo semestre de 2012, novas regras para o descarte de cinco grupos de resíduos. Isso inclui embalagens descartáveis pós-consumo, como copos plásticos, garrafas PET, garrafas de vidro e outros sistemas de acondicionamento usados pela indústria brasileira.

De modo geral, as novas exigências que estão sendo debatidas, e que devem entrar em vigor nos próximos meses, responsabilizam de forma compartilhada a indústria e o varejo pela d
estinação correta dos resíduos sólidos urbanos. Isso pode repercutir em toda a cadeia de valor de águas minerais. Além dos engarrafadores em si, distribuidores, comerciantes e até os fabricantes das resinas poderão ser responsabilizados.

Para implementar a logística reversa no Brasil, foram instalados grupos de trabalho específicos para tratar de cada tema. Além de embalagens, foram instalados comitês para debater formas de implantar a logística reversa nas cadeias de lâmpadas fluorescentes, óleos lubrificantes, produtos eletrônicos, pilhas e baterias. Ainda não foi 100% definido como cada segmento será submetido às exigências da PNRS, como será custeado todo o processo e quem vai arcar com os custos.

A despeito de dúvidas remanescentes, alguns pontos estão claros. Aprovada depois de mais de 20 anos em debate no Congresso Nacio

nal, a PNRS determina que, a partir de agosto de 2014, ficará proibido colocar em aterros sanitários qualquer tipo de resíduo passível de reciclagem ou reutilização. Ou seja, garrafas PET e outras embalagens de água mineral não poderão ser descartadas como um resíduo sem valor dentro de 3 anos. O projeto também prevê que o Brasil estará livre dos lixões a céu aberto, presentes em quase todos os municípios brasileiros. Somente o rejeito inaproveitável passará a ser enviado pelos municípios ao aterro sanitário. Com isso, espera-se forte redução do número de lixões país afora.

Grande desafio para o setor

Para a indústria usuária de embalagens PET, incluindo o setor de águas minerais, isso significa um enorme desafio. Já exibindo um dos maiores índices mundiais de reciclagem de embalagens PET, o Brasil precisará melhorar ainda mais esse desempenho. No ano passado foram recicladas no país 282 mil toneladas de embalagens PET pós-consumo, um crescimento de 7,6% em relação a 2009. Naquele ano foram reciclados 55,6% das 471 mil toneladas produzidas.

Além das questões relativas a embalagens descartáveis, a PNRS estabelece um marco regulatório para a gestão dos resíduos sólidos e trata de temas importantes, como áreas contaminadas, rejeitos, ciclo de vida do produto, coleta seletiva, reciclagem, destinação final ambientalmente adequada, gerenciamento de resíduos, responsabilidade compartilhada, entre outros tópicos.

“A coleta seletiva, em conjunto com a logística reversa, potencializará a reciclagem no Brasil. Também é importante porque oferece diversas vantagens à sociedade: preservação do meio ambiente, economia de energia, diminuição da exploração dos recursos naturais para novos produtos e geração de empregos entre catadores e cooperativas de reciclagem”, comenta Nabil Bonduki, secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente.

No lado do consumidor, o secretário lembra que todos são responsáveis pelos resíduos sólidos gerados. “Os consumidores deverão acondicionar adequadamente e de forma diferenciada embalagens de água mineral pós-consumo, disponibilizando-as adequadamente para fins de coleta e devolução. Isso é logística reversa”, frisa.

Para informar e conscientizar a população sobre esta nova política de resíduos sólidos, o governo federal, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, lançou a campanha “Separe o Lixo e Acerte na Lata”. Lançada em junho passado, a campanha tem como objetivo preparar a sociedade para mudar seus hábitos e comportamentos. Afinal, o cidadão ficará mais responsável pela destinação do lixo que produz.

 
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